{"id":6876,"date":"2019-08-05T15:40:57","date_gmt":"2019-08-05T18:40:57","guid":{"rendered":"http:\/\/bbconsultoria.net\/site\/?p=6876"},"modified":"2019-08-05T15:40:57","modified_gmt":"2019-08-05T18:40:57","slug":"endividamento-das-familias-e-o-maior-em-3-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bbconsultoria.net\/site\/endividamento-das-familias-e-o-maior-em-3-anos\/","title":{"rendered":"Endividamento das fam\u00edlias \u00e9 o maior em 3 anos"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: large;\">Depois de um longo processo de redu\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos p\u00f3s-recess\u00e3o econ\u00f4mica, o endividamento das fam\u00edlias voltou a crescer e agora alcan\u00e7ou o maior n\u00edvel em tr\u00eas anos, segundo dados do Banco Central. A taxa de endividamento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 renda acumulada em 12 meses em maio &#8211; dado mais recente &#8211; subiu para 44,04%, maior n\u00edvel desde abril de 2016, quando foi de 44,2%. Em maio de 2018, a taxa era de 41,9%. No auge da crise, em abril de 2015, chegou a 46,8%. O dado inclui cr\u00e9dito habitacional. Em 12 meses, enquanto o endividamento total cresce 2%, sem financiamento habitacional o dado avan\u00e7a 2%, para 25,4%.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/roraimaemfoco.com\/2018\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/endividamentodasfamilias1.jpg\" alt=\"Resultado de imagem para ENDIVIDAMENTO DAS FAM\u00c3\u008dLIA\" \/><\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, pesquisa da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio (CNC) mostra aumento no n\u00famero de fam\u00edlias que se declaram endividadas. Elas eram 64,1% do total em julho, maior percentual desde maio de 2013 (64,3%). Na mesma \u00e9poca do ano passado, eram 59,6%.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<div><span style=\"font-size: large;\">O comprometimento da renda e a inadimpl\u00eancia, contudo, t\u00eam se mantido est\u00e1veis. Segundo o BC, a parcela da renda usada para o pagamento de d\u00edvidas (amortiza\u00e7\u00e3o e juros), incluindo financiamento imobili\u00e1rio, tem girado em torno de 20% h\u00e1 quase dois anos.<\/p>\n<p>A inadimpl\u00eancia da pessoa f\u00edsica (na carteira de recursos livres) tem oscilado entre 4,7% e 4,8%, depois ter passado boa parte de 2018 acima de 5%. Nos dados da CNC, o comprometimento declarado pelas fam\u00edlias tem oscilado entre 29,5% e 29,9%.<\/p>\n<p><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size: large;\">Assim, o brasileiro est\u00e1 mais endividado, mas tem conseguido pagar seus d\u00e9bitos. A situa\u00e7\u00e3o, contudo, \u00e9 prec\u00e1ria porque o aumento t\u00edmido do emprego tem sido puxado pela gera\u00e7\u00e3o de vagas informais e mal remuneradas. Uma eventual piora no mercado de trabalho, na avalia\u00e7\u00e3o de economistas, pode deixar as fam\u00edlias com menor capacidade para o pagamento de d\u00edvidas.<\/p>\n<p>O saldo das opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito para pessoas f\u00edsicas tem crescido acima da massa de renda e houve um aumento nos juros no primeiro trimestre, fatores que acabaram elevando o endividamento, afirma Isabela Tavares, economista da Tend\u00eancias Consultoria. &#8220;H\u00e1 uma sazonalidade nos juros e spreads no in\u00edcio do ano, mas em 2019 esse aumento extrapolou a quest\u00e3o sazonal, talvez por causa do ambiente de incertezas. Houve uma queda em abril e maio, mas que n\u00e3o compensou os aumentos anteriores.&#8221; Segundo o BC, em 12 meses at\u00e9 junho, o saldo total de cr\u00e9dito para as fam\u00edlias aumentou 10%. A massa de rendimentos cresceu 2,4% no mesmo per\u00edodo, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).\u00a0<\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size: large;\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size: large;\">Isabela chama aten\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m para o aumento da infla\u00e7\u00e3o dos alimentos no primeiro trimestre, que piorou a situa\u00e7\u00e3o financeira das fam\u00edlias de menor renda, o que pode ter tamb\u00e9m levado a um aumento das d\u00edvidas. Toda essa din\u00e2mica, diz, ainda \u00e9 refor\u00e7ada pela fraca retomada do mercado de trabalho.<\/p>\n<p>Para Marianne Henson, economista da CNC, o crescimento da popula\u00e7\u00e3o ocupada ajudou a elevar a concess\u00e3o de cr\u00e9dito, mas h\u00e1 um descompasso entre atividade e cr\u00e9dito que em algum momento chegar\u00e1 a um limite. &#8220;Um quinto das fam\u00edlias j\u00e1 destina mais de 50% da renda para o pagamento de d\u00edvidas. \u00c9 preciso mais emprego, mais renda, mais atividade para sustentar esse aumento no cr\u00e9dito, caso contr\u00e1rio poderemos ver um crescimento da inadimpl\u00eancia.&#8221;<\/p>\n<p>Rafael Le\u00e3o, economista-chefe da consultora Parallaxis Economics, diz que as expectativas positivas quanto \u00e0 atividade tamb\u00e9m podem ter ajudado a elevar o endividamento, ainda que depois elas tenham sido frustradas. &#8220;Em 2018 houve esperan\u00e7a, depois frustrada, de que a economia voltaria aos trilhos. Mas h\u00e1 certa in\u00e9rcia na tomada de cr\u00e9dito e algumas linhas, como a de vendas de ve\u00edculos continuaram bem, diz. Para Le\u00e3o, o aumento do endividamento ser\u00e1 alarmante se o mercado de trabalho voltar a piorar. &#8220;Me preocupa o ritmo, mais que o n\u00edvel do endividamento em si. Uma parcela maior de renda pode ser comprometida&#8221;, diz. H\u00e1 muitos trabalhadores sem carteira assinada e por conta pr\u00f3pria sem CNPJ, observa. &#8220;Isso dificulta a sustenta\u00e7\u00e3o de um n\u00edvel de endividamento maior, sem incorrer em inadimpl\u00eancia.&#8221;<\/p>\n<p>Por enquanto, diz Le\u00e3o, o crescimento ainda que lento da popula\u00e7\u00e3o ocupada e da renda e a esperada queda dos juros apontam para um quadro equilibrado. Isabela Tavares estima que o endividamento deve seguir crescendo, mas que o comprometimento de renda seguir\u00e1 est\u00e1vel. &#8220;A situa\u00e7\u00e3o atual n\u00e3o \u00e9 preocupante \u00e0 medida que o mercado de trabalho melhore e e os spreads e os juros dos n\u00e3o voltem a subir&#8221;, diz. A tend\u00eancia, afirma, \u00e9 que a redu\u00e7\u00e3o de incertezas na economia com a aprova\u00e7\u00e3o da reforma da Previd\u00eancia, a introdu\u00e7\u00e3o do cadastro positivo e o corte na taxa Selic promovam uma redu\u00e7\u00e3o gradual nos spreads e nos juros.<span class=\"HOEnZb\"><span style=\"color: #888888;\"><br \/>\n<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div>FONTE:\u00a0<span style=\"font-size: large;\">VALOR\u00a0<\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de um longo processo de redu\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos p\u00f3s-recess\u00e3o econ\u00f4mica, o endividamento das fam\u00edlias voltou a crescer e agora alcan\u00e7ou o maior n\u00edvel em tr\u00eas anos, segundo dados do Banco Central. A taxa de endividamento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 renda acumulada em 12 meses em maio &#8211; dado mais recente &#8211; subiu para 44,04%, maior&#8230; <\/p>\n<div class=\"clear\"><\/div>\n<p><a href=\"https:\/\/bbconsultoria.net\/site\/endividamento-das-familias-e-o-maior-em-3-anos\/\" class=\"excerpt-read-more\">Read More<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[82],"tags":[],"class_list":["post-6876","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bbconsultoria.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6876","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bbconsultoria.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bbconsultoria.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bbconsultoria.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bbconsultoria.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6876"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/bbconsultoria.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6876\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6877,"href":"https:\/\/bbconsultoria.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6876\/revisions\/6877"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bbconsultoria.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6876"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bbconsultoria.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6876"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bbconsultoria.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6876"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}