{"id":6868,"date":"2019-07-22T11:15:17","date_gmt":"2019-07-22T14:15:17","guid":{"rendered":"http:\/\/bbconsultoria.net\/site\/?p=6868"},"modified":"2019-07-22T11:15:17","modified_gmt":"2019-07-22T14:15:17","slug":"brasil-paga-menos-que-emergente-em-emissao-externa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bbconsultoria.net\/site\/brasil-paga-menos-que-emergente-em-emissao-externa\/","title":{"rendered":"Brasil paga menos que emergente em emiss\u00e3o externa"},"content":{"rendered":"<div>Com a melhora da percep\u00e7\u00e3o de risco Brasil, os investidores globais de d\u00edvida est\u00e3o aceitando pr\u00eamios cada vez menores nas negocia\u00e7\u00f5es de ativos locais no exterior. Isso acabou reduzindo o custo de capta\u00e7\u00e3o das companhias brasileiras no mercado internacional para os n\u00edveis de 2014, quando o pa\u00eds ainda mantinha o selo de bom pagador. Apesar do ambiente externo favor\u00e1vel, contudo, as empresas devem continuar priorizando o mercado local para financiar suas opera\u00e7\u00f5es.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-6869 size-full\" src=\"http:\/\/bbconsultoria.net\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/ice-730x438.jpg\" alt=\"\" width=\"730\" height=\"438\" srcset=\"https:\/\/bbconsultoria.net\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/ice-730x438.jpg 730w, https:\/\/bbconsultoria.net\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/ice-730x438-300x180.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 730px) 100vw, 730px\" \/><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Isso \u00e9 resultado da combina\u00e7\u00e3o entre o avan\u00e7o da agenda de reformas no Brasil e os planos de inje\u00e7\u00e3o de novos est\u00edmulos \u00e0s economias via corte de juros pelos bancos centrais ao redor do mundo, o que tornou o ambiente internacional bastante prop\u00edcio para emissores de d\u00edvida de mercados emergentes.<\/p>\n<p>Levantamento feito com base em dados do ICE Data Services mostra que n\u00e3o s\u00f3 o custo de capta\u00e7\u00e3o ficou menor para o Brasil no exterior, como est\u00e1 abaixo da m\u00e9dia dos pa\u00edses emergentes. Na semana passada, as emiss\u00f5es brasileiras estavam pagando, em m\u00e9dia, 246 pontos-base acima dos t\u00edtulos do governo americano (Treasuries, usados como refer\u00eancia para calcular o retorno total desses pap\u00e9is) &#8211; menor pr\u00eamio desde o in\u00edcio do levantamento, em 2010, e pr\u00f3ximo dos n\u00edveis de janeiro de 2018, cuja m\u00ednima foi de 247 pontos, no dia 26.<\/p>\n<p>Os dados mostram um cen\u00e1rio ainda mais interessante quando \u00e9 feita a compara\u00e7\u00e3o com os mercados emergentes, que pagava um pr\u00eamio de risco equivalente a 257 pontos-base na semana passada, 11 pontos acima do Brasil. A \u00faltima vez que a diferen\u00e7a a favor do emissor brasileiro chegou a esse n\u00edvel foi em outubro de 2014.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, no pior dos momentos, no in\u00edcio de 2016, o emissor brasileiro chegou a pagar um spread acima dos 1.000 pontos-base, resultado da perda do grau de investimento do pa\u00eds pela S&amp;P, em setembro de 2015. Na ocasi\u00e3o, o pr\u00eamio pago pelos mercados emergentes estava na casa dos 500 pontos.<\/p>\n<p>O custo de swap de default de cr\u00e9dito (CDS, na sigla em ingl\u00eas) de cinco anos do Brasil, uma medida do risco de calote do pa\u00eds, mostra cen\u00e1rio semelhante. O contrato est\u00e1 atualmente em 128 pontos-base e tem renovado as m\u00ednimas tamb\u00e9m desde 2014.<\/p>\n<p>A primeira mudan\u00e7a ocorreu no mercado internacional, conta Rafael Garcia Lima, executivo da \u00e1rea de mercado de d\u00edvida do BofA Merrill Lynch. Com a expectativa de uma nova rodada de est\u00edmulos monet\u00e1rios a ser colocada em pr\u00e1tica pelos principais bancos centrais do mundo, as taxas das principais refer\u00eancias do mercado, como os Treasuries e os b\u00f4nus soberanos europeus, ca\u00edram significativamente. Essa conjuntura gera pelo menos dois efeitos: reduz o custo de capta\u00e7\u00e3o das empresas dada a taxa menor dos Treasuries, o que beneficia o mercado como um todo; e estimula o investidor a buscar mais retorno, o que se traduz em fluxo para pap\u00e9is emergentes.<\/p>\n<p>&#8220;Isso fez o investidor buscar mais rentabilidade, aumentar a toler\u00e2ncia a risco, o que trouxe mais dinheiro para os mercados emergentes. Vimos entrada de fluxo substancial para fundos dedicados a mercados emergentes&#8221;, explica. Quando a demanda por t\u00edtulos \u00e9 grande, cai o spread dos pap\u00e9is.<\/p>\n<p>No caso das emiss\u00f5es brasileiras, o retorno total, calculado pela soma da taxa dos Treasuries mais um pr\u00eamio, caiu para 4,4%, voltando tamb\u00e9m para os n\u00edveis de 2014.<\/p>\n<p>Outro componente importante nessa conta \u00e9 o volume de emiss\u00f5es de t\u00edtulos. O executivo do BofA ressalta que hoje a oferta de pap\u00e9is \u00e9 menor no exterior, tanto de t\u00edtulos com grau de investimento dos Estados Unidos como de pap\u00e9is classificados como &#8220;high yield&#8221; do Brasil, o que faz com que as taxas fiquem menores diante da demanda pressionada. Na vis\u00e3o de Lima, existe um movimento internacional de redu\u00e7\u00e3o de alavancagem, por isso as empresas est\u00e3o levantando menos recursos.<\/p>\n<p>O desenvolvimento do mercado brasileiro de d\u00edvida tamb\u00e9m pressiona a precifica\u00e7\u00e3o dos pap\u00e9is no exterior. &#8220;Sobretudo no mundo corporativo, estamos vendo uma migra\u00e7\u00e3o das capta\u00e7\u00f5es do mercado externo para o local. Os investidores aqui est\u00e3o com muito apetite por cr\u00e9dito e muitas empresas est\u00e3o deixando de fazer emiss\u00f5es l\u00e1 fora. Isso contribui para\u00a0 a compress\u00e3o dos pre\u00e7os&#8221;, diz Luiz Masag\u00e3o, diretor de tesouraria do Santander.<\/p>\n<p>Ele conta que hoje o custo para fazer uma emiss\u00e3o no exterior \u00e9 de 100 a 200 pontos-base maior do que aqui dentro. Por isso, mesmo com a melhora do ambiente internacional, as companhias devem continuar se financiando por aqui. &#8220;Quem vai emitir l\u00e1 fora \u00e9 quem est\u00e1 buscando prazo. Aqui j\u00e1 vemos opera\u00e7\u00f5es de dez anos, mas para 30 anos, por exemplo, busca-se o mercado internacional&#8221;, diz Masag\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Os emissores olham para os dois mercados e o local tem estado mais atrativo do que a emiss\u00e3o em d\u00f3lar devido ao custo do swap cambial&#8221;, explica Alexei Remizov, gerente de mercado de capitais para Am\u00e9rica Latina do HSBC. Ele espera um total de US$ 20 bilh\u00f5es em emiss\u00f5es no mercado internacional.<\/p>\n<p>Para se ter ideia da diferen\u00e7a entre os mercados local e internacional, no primeiro semestre, as companhias levantaram R$ 84,6 bilh\u00f5es via emiss\u00e3o de deb\u00eantures no Brasil e US$ 12 bilh\u00f5es no exterior com a coloca\u00e7\u00e3o de b\u00f4nus. Os dados s\u00e3o da Anbima, entidade que representa o mercado de capitais e de investimentos.<\/p>\n<p>Masag\u00e3o, do Santander, destaca ainda o efeito da agenda local. Segundo ele, tanto o movimento do CDS quanto dos b\u00f4nus refletem a percep\u00e7\u00e3o de melhora da capacidade de pagamento de d\u00edvidas do Brasil. &#8220;Quando o \u00faltimo downgrade do Brasil aconteceu, as ag\u00eancias de rating colocaram a n\u00e3o aprova\u00e7\u00e3o da reforma do ex-presidente Michel Temer como um dos motivos. Os mercados v\u00e3o na frente dos ratings e hoje precificam uma qualidade de cr\u00e9dito muito melhor.&#8221;<\/p>\n<p>A queda de CDS e do spread come\u00e7ou a acelerar no in\u00edcio de julho, diante dos sinais de que a reforma da Previd\u00eancia seria votada e aprovada, afirma Remizov, do HSBC. &#8220;E o jeito como isso aconteceu no primeiro turno foi muito relevante, com forte apoio e sem grande dilui\u00e7\u00e3o. Isso demonstrou o apoio do Congresso \u00e0 reforma e os investidores passaram a precificar a aprova\u00e7\u00e3o&#8221;, diz.<\/p><\/div>\n<div><\/div>\n<div>FONTE: VALOR ECON\u00d4MICO<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com a melhora da percep\u00e7\u00e3o de risco Brasil, os investidores globais de d\u00edvida est\u00e3o aceitando pr\u00eamios cada vez menores nas negocia\u00e7\u00f5es de ativos locais no exterior. Isso acabou reduzindo o custo de capta\u00e7\u00e3o das companhias brasileiras no mercado internacional para os n\u00edveis de 2014, quando o pa\u00eds ainda mantinha o selo de bom pagador. Apesar&#8230; <\/p>\n<div class=\"clear\"><\/div>\n<p><a href=\"https:\/\/bbconsultoria.net\/site\/brasil-paga-menos-que-emergente-em-emissao-externa\/\" class=\"excerpt-read-more\">Read More<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[82],"tags":[],"class_list":["post-6868","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bbconsultoria.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6868","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bbconsultoria.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bbconsultoria.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bbconsultoria.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bbconsultoria.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6868"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/bbconsultoria.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6868\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6870,"href":"https:\/\/bbconsultoria.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6868\/revisions\/6870"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bbconsultoria.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6868"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bbconsultoria.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6868"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bbconsultoria.net\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6868"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}