{"id":6834,"date":"2019-06-21T14:09:31","date_gmt":"2019-06-21T17:09:31","guid":{"rendered":"http:\/\/bbconsultoria.net\/site\/?p=6834"},"modified":"2019-06-21T14:09:31","modified_gmt":"2019-06-21T17:09:31","slug":"ha-luz-no-fim-do-tunel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bbconsultoria.net\/site\/ha-luz-no-fim-do-tunel\/","title":{"rendered":"H\u00e1 luz no fim do t\u00fanel"},"content":{"rendered":"<div>H\u00e1 boas e m\u00e1s not\u00edcias sobre a possibilidade de expans\u00e3o dos investimentos do setor privado no pa\u00eds, que ser\u00e1 a base da retomada do crescimento econ\u00f4mico em algum momento no futuro. Esmiu\u00e7ando os dados dos balan\u00e7os de 319 grandes companhias de capital aberto n\u00e3o financeiras, identifica-se acentuada queda do n\u00edvel de endividamento, aumento da rentabilidade e redu\u00e7\u00e3o do custo de capital.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-6835 size-full\" src=\"http:\/\/bbconsultoria.net\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/16096190.jpeg\" alt=\"\" width=\"635\" height=\"385\" srcset=\"https:\/\/bbconsultoria.net\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/16096190.jpeg 635w, https:\/\/bbconsultoria.net\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/16096190-300x182.jpeg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 635px) 100vw, 635px\" \/><\/div>\n<div>\nAo mesmo tempo h\u00e1 uma &#8220;revolu\u00e7\u00e3o&#8221; em curso no financiamento das empresas. De 2005 para c\u00e1 1.369 novas companhias, na maioria (62,8%) fechadas, entraram no mercado de d\u00edvidas corporativas.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o das pequenas e m\u00e9dias empresas, por\u00e9m, contrasta frontalmente com a das grandes, o que \u00e9 um fator negativo. Em dezembro de 2017 havia 4,937 milh\u00f5es de pequenas e m\u00e9dias empresas inadimplentes. No ano passado esse n\u00famero j\u00e1 era de 5,305 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Duas importantes vari\u00e1veis na decis\u00e3o de investir s\u00e3o: 1) se a taxa de retorno do capital investido \u00e9 maior do que o custo do capital; e 2) qual \u00e9 a expectativa de crescimento do PIB. A resposta \u00e0 primeira quest\u00e3o \u00e9 positiva. Quanto ao aumento da demanda por causa de uma melhor expectativa de crescimento, a resposta j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o \u00f3bvia. Tem sido sistem\u00e1tica a queda nos progn\u00f3sticos de expans\u00e3o do PIB por queda de confian\u00e7a, alto grau de incerteza e elevada capacidade ociosa. Esse quadro pode estar deteriorando as finan\u00e7as das empresas nos \u00faltimos seis meses.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do setor p\u00fablico, n\u00e3o \u00e9 por excesso de d\u00edvidas que as empresas privadas de grande porte n\u00e3o est\u00e3o aumentando os seus investimentos.<\/p>\n<p>Segundo estudo apresentados pelo economista Carlos Antonio Rocca, diretor do Centro de Estudos do Ibmec (Cemec), em recente debate na Funda\u00e7\u00e3o Instituto de Pesquisas Econ\u00f4micas (Fipe), a d\u00edvida bruta sobre patrim\u00f4nio l\u00edquido (alavancagem) das companhias abertas (inclusive Petrobras, Eletrobras e Vale) caiu de 1,43 para 0,92 entre 2015 e 2018. Desconsiderando as tr\u00eas empresas gigantes, a queda foi de 1,35 para 0,95 em igual per\u00edodo.<\/p>\n<p>O lucro l\u00edquido das companhias abertas, que chegou ao pico de 3,48% do PIB em 2010, caiu para menos 1,07% do PIB em 2015 e encerrou 2018 equivalente a 2,43% do PIB. Excluindo os tr\u00eas grupos citados acima, o lucro l\u00edquido atingiu 1,71% do PIB em 2010, caiu para menos 0,2% do PIB em 2015 e subiu para 1,47% do PIB em 2018.<\/p>\n<p>Rocca exp\u00f4s, tamb\u00e9m, indicadores sobre as emiss\u00f5es de d\u00edvidas corporativas que mais do que compensaram a retra\u00e7\u00e3o do BNDES nos \u00faltimos anos, com o corte do cr\u00e9dito direcionado. Nos 12 meses encerrados em mar\u00e7o as emiss\u00f5es de a\u00e7\u00f5es e de d\u00edvida corporativa captaram R$ 220,4 bilh\u00f5es, cifra 379,7% superior aos desembolsos de R$ 58 bilh\u00f5es do BNDES em\u00a0\u00a0igual per\u00edodo e mais do que o banco liberou no auge da expans\u00e3o da sua carteira de empr\u00e9stimos.<\/p>\n<p>Nos dois \u00faltimos anos, a d\u00edvida corporativa foi a grande fonte de financiamento das empresas, sobretudo para capital de giro. Quando o cr\u00e9dito em geral teve uma contra\u00e7\u00e3o de R$ 104 bilh\u00f5es, em 2017, as emiss\u00f5es das companhias somaram pouco mais de R$ 62 bilh\u00f5es. No ano seguinte, a expans\u00e3o do cr\u00e9dito foi modesta, R$ 23,47 bilh\u00f5es, comparada \u00e0 capta\u00e7\u00e3o de R$ 73,2 bilh\u00f5es em pap\u00e9is corporativos com juros mais baixas e prazos mais longos.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 um primeiro passo em dire\u00e7\u00e3o ao que o economista antev\u00ea como &#8220;revolu\u00e7\u00e3o&#8221; no financiamento das empresas no pa\u00eds, que ter\u00e1 grande transforma\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m com as inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas e regulat\u00f3rias, da duplicata eletr\u00f4nica ao open banking.<\/p>\n<p>O que deve retirar a economia do estado de letargia em que se encontra \u00e9 o investimento privado em infraestrutura. N\u00e3o h\u00e1 qualquer esperan\u00e7a, no horizonte vis\u00edvel, de uma expans\u00e3o dos investimentos p\u00fablicos por absoluta fal\u00eancia do Estado brasileiro, mesmo com a aprova\u00e7\u00e3o da reforma da Previd\u00eancia. Basta ver a boca de jacar\u00e9 aberta no quadro abaixo no quadro abaixo, que mostra o aumento brutal da d\u00edvida bruta do setor p\u00fablico ao tempo em que o setor privado encolhia seu endividamento.<\/p>\n<p>O investimento p\u00fablico teve queda de 55% entre 2013 e 2018, quando saiu de 2,7% do PIB para 1,2% do PIB. O investimento privado caiu 25%, de 19% do PIB para 14,2% do PIB. Hoje o investimento privado \u00e9 respons\u00e1vel por 92% do investimento total.<\/p>\n<p>Um dado impressionante do trabalho de Rocca refere-se ao financiamento da d\u00edvida p\u00fablica que, como uma draga, consome 75,1% de toda a capta\u00e7\u00e3o de dep\u00f3sitos do sistema banc\u00e1rio.<\/p>\n<p>Outros componentes da demanda s\u00e3o o consumo privado e as exporta\u00e7\u00f5es. Com o desemprego de mais de 13 milh\u00f5es de brasileiros e as fam\u00edlias ainda endividadas, \u00e9 muito dif\u00edcil se imaginar um aumento relevante do consumo privado. A libera\u00e7\u00e3o de parte das contas ativas do FGTS e do PIS\/Pasep como prometido pelo governo ser\u00e1, segundo o economista,\u00a0\u00a0uma gota d&#8217;\u00e1gua no oceano.<\/p><\/div>\n<div><\/div>\n<div>As exporta\u00e7\u00f5es podem trazer algum benef\u00edcio da guerra comercial entre chineses e americanos. Ele indica, por\u00e9m, que a efetiva devolu\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos fiscais acumulados pelos exportadores faria uma enorme diferen\u00e7a.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>FONTE: VALOR<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 boas e m\u00e1s not\u00edcias sobre a possibilidade de expans\u00e3o dos investimentos do setor privado no pa\u00eds, que ser\u00e1 a base da retomada do crescimento econ\u00f4mico em algum momento no futuro. 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