{"id":6635,"date":"2019-02-04T12:40:57","date_gmt":"2019-02-04T14:40:57","guid":{"rendered":"http:\/\/bbconsultoria.net\/site\/?p=6635"},"modified":"2019-02-22T12:41:25","modified_gmt":"2019-02-22T15:41:25","slug":"houve-avanco-falta-a-reforma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bbconsultoria.net\/site\/houve-avanco-falta-a-reforma\/","title":{"rendered":"Houve avan\u00e7o, falta a reforma"},"content":{"rendered":"<div><span style=\"font-size: large;\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div dir=\"ltr\"><span style=\"font-size: large;\">Estad\u00e3o\u00a0<\/span><\/div>\n<div dir=\"ltr\"><span style=\"font-size: large;\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div dir=\"ltr\"><span style=\"font-size: large;\">Contas do governo central s\u00e3o o mais poderoso argumento a favor da reforma da Previd\u00eancia<\/span><\/div>\n<div dir=\"ltr\"><span style=\"font-size: large;\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div dir=\"ltr\"><span style=\"font-size: large;\">Com um buraco de R$ 426,47 bilh\u00f5es no ano passado, as contas do governo central s\u00e3o o mais poderoso argumento a favor da reforma da Previd\u00eancia, um dos objetivos priorit\u00e1rios e incontorn\u00e1veis do novo governo. Esse rombo inclui os juros devidos e rolados e corresponde a 6,20% da riqueza gerada em um ano, o Produto Interno Bruto (PIB). O rombo total, inclu\u00eddos os n\u00fameros de Estados, munic\u00edpios e estatais, chegou a US$ 487,44 bilh\u00f5es, cifra equivalente a 7,09% do PIB, propor\u00e7\u00e3o considerada catastr\u00f3fica na maior parte do mundo. Com previs\u00e3o de um d\u00e9ficit or\u00e7ament\u00e1rio de 2,40% em 2019, o governo italiano foi pressionado pela Comiss\u00e3o Europeia, nos \u00faltimos meses, para refazer sua programa\u00e7\u00e3o financeira.<\/span><\/div>\n<div dir=\"ltr\"><span style=\"font-size: large;\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div dir=\"ltr\"><span style=\"font-size: large;\">Quando se deixam os juros de lado e se olha o dia a dia da gest\u00e3o federal, alguns dados positivos aparecem. Cortando gastos e arrecadando mais, o governo central conseguiu fechar suas contas de 2018 com um resultado fiscal bem melhor que o previsto no Or\u00e7amento, mas ainda longe do equil\u00edbrio. O Tesouro teve o melhor desempenho em cinco anos. Seu resultado em 2018, somado ao do Banco Central, foi um super\u00e1vit de R$ 74,94 bilh\u00f5es, 25,40% superior ao de 2017, descontada a infla\u00e7\u00e3o.<\/span><\/div>\n<div dir=\"ltr\"><span style=\"font-size: large;\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div dir=\"ltr\"><span style=\"font-size: large;\">Esse dinheiro foi insuficiente, no entanto, para cobrir o d\u00e9ficit de R$ 195,20 bilh\u00f5es do INSS. Combinados esses valores, o governo central fechou o ano com um d\u00e9ficit prim\u00e1rio (sem juros) de R$ 120,26 bilh\u00f5es, bem abaixo do teto or\u00e7ament\u00e1rio de R$ 159 bilh\u00f5es.<\/span><\/div>\n<div dir=\"ltr\"><span style=\"font-size: large;\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div dir=\"ltr\"><span style=\"font-size: large;\">Pelo crit\u00e9rio do Banco Central (BC), baseado nas necessidades de financiamento, o resultado foi pouco diferente, mas com o mesmo quadro geral de desajuste. Por esse padr\u00e3o, Tesouro e BC obtiveram juntos um super\u00e1vit prim\u00e1rio de R$ 79,74 bilh\u00f5es. Esse excedente foi mais que anulado pelo d\u00e9ficit previdenci\u00e1rio e, por isso, o governo central contabilizou um resultado negativo de R$ 116,17 bilh\u00f5es, pouco melhor que o indicado no relat\u00f3rio mensal do Tesouro.<\/span><\/div>\n<div dir=\"ltr\"><span style=\"font-size: large;\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div dir=\"ltr\"><span style=\"font-size: large;\">O quadro consolidado das contas p\u00fablicas, com a conta de juros e a inclus\u00e3o dos balan\u00e7os de Estados, munic\u00edpios e estatais (sem Petrobr\u00e1s e Eletrobr\u00e1s), \u00e9 produzido mensalmente pelo BC. Esse quadro mais amplo d\u00e1 uma ideia mais clara do desarranjo financeiro do setor p\u00fablico e do desafio diante do governo.\u00a0<\/span><\/div>\n<div dir=\"ltr\"><span style=\"font-size: large;\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div dir=\"ltr\"><span style=\"font-size: large;\">Como alguns Estados, munic\u00edpios e estatais tiveram resultado positivo, o d\u00e9ficit prim\u00e1rio do conjunto do setor p\u00fablico ficou em R$ 108,26 bilh\u00f5es, n\u00famero pouco melhor que o do ano anterior (R$ 110,58 bilh\u00f5es) e, tamb\u00e9m, abaixo do limite de R$ 161,3 bilh\u00f5es. Mas, apesar da melhora, o setor p\u00fablico permaneceu incapaz de pagar sequer uma parte dos juros do per\u00edodo.<\/span><\/div>\n<div dir=\"ltr\"><span style=\"font-size: large;\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div dir=\"ltr\"><span style=\"font-size: large;\">O governo s\u00f3 consegue pagar juros \u2013 e, nos melhores anos, partes do principal \u2013 quando obt\u00e9m super\u00e1vit prim\u00e1rio. Pelas proje\u00e7\u00f5es correntes entre especialistas, um resultado prim\u00e1rio positivo, mesmo modesto, dificilmente ocorrer\u00e1 antes de 2023, mesmo com avan\u00e7o na solu\u00e7\u00e3o do problema previdenci\u00e1rio.<\/span><\/div>\n<div dir=\"ltr\"><span style=\"font-size: large;\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div dir=\"ltr\"><span style=\"font-size: large;\">Somados os juros, o conjunto do setor p\u00fablico acumulou em 2018 um resultado nominal negativo de R$ 487,44 bilh\u00f5es, equivalente a 7,09% do PIB. Houve uma pequena melhora em rela\u00e7\u00e3o a 2017, 2016 e 2015, quando a propor\u00e7\u00e3o foi de 7,80%, 8,98% e 10,22%.<\/span><\/div>\n<div dir=\"ltr\"><span style=\"font-size: large;\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div dir=\"ltr\"><span style=\"font-size: large;\">A redu\u00e7\u00e3o conseguida nesses anos \u00e9 consequ\u00eancia de um enorme trabalho de ajuste e de recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica realizado pelo governo do presidente Michel Temer. Esse trabalho foi extremamente dificultado pela a\u00e7\u00e3o articulada do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal com os irm\u00e3os Joesley e Wesley Batista, mas, apesar de tudo, o governo rec\u00e9m-encerrado entregou o Pa\u00eds em condi\u00e7\u00f5es muito melhores que as do fim da gest\u00e3o petista.\u00a0<\/span><\/div>\n<div dir=\"ltr\"><span style=\"font-size: large;\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div dir=\"ltr\"><span style=\"font-size: large;\">Esse trabalho inclui um esfor\u00e7o importante de controle da infla\u00e7\u00e3o. Gra\u00e7as a isso, o BC p\u00f4de reduzir os juros b\u00e1sicos de 14,25% para 6,50%. Sem isso, a d\u00edvida bruta do governo geral estaria acima dos atuais e desafiadores 76,7% do PIB. O BC teria tido dificuldades bem maiores para cortar juros sem o empenho do Executivo no controle das contas p\u00fablicas. Se pelo menos mantiver esse padr\u00e3o de trabalho, a nova gest\u00e3o estar\u00e1 no caminho certo.<\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 Estad\u00e3o\u00a0 \u00a0 Contas do governo central s\u00e3o o mais poderoso argumento a favor da reforma da Previd\u00eancia \u00a0 Com um buraco de R$ 426,47 bilh\u00f5es no ano passado, as contas do governo central s\u00e3o o mais poderoso argumento a favor da reforma da Previd\u00eancia, um dos objetivos priorit\u00e1rios e incontorn\u00e1veis do novo governo. 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