{"id":6587,"date":"2018-09-18T10:30:37","date_gmt":"2018-09-18T13:30:37","guid":{"rendered":"http:\/\/bbconsultoria.net\/site\/?p=6587"},"modified":"2019-02-22T12:14:53","modified_gmt":"2019-02-22T15:14:53","slug":"surpresa-na-previa-do-pib","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bbconsultoria.net\/site\/surpresa-na-previa-do-pib\/","title":{"rendered":"Surpresa na pr\u00e9via do PIB"},"content":{"rendered":"<h3>O \u00cdndice de Atividade Econ\u00f4mica do BC (IBC-Br) de julho foi 0,57% superior ao de junho. A surpresa, embora positiva, foi insuficiente para mudar as estimativas do mercado para o trimestre<\/h3>\n<p>A boa not\u00edcia trazida pelo Banco Central (BC) sobre as condi\u00e7\u00f5es da economia em julho surpreendeu os mercados, superando a mais otimista das proje\u00e7\u00f5es coletadas pelo Broadcast, servi\u00e7o de informa\u00e7\u00f5es online da Ag\u00eancia Estado. Em julho, o \u00cdndice de Atividade Econ\u00f4mica do BC (IBC-Br) foi 0,57% superior ao de junho, segundo a informa\u00e7\u00e3o divulgada ontem. As avalia\u00e7\u00f5es de especialistas haviam ficado entre um resultado negativo de 0,67% e um positivo de 0,50%, com mediana positiva de 0,10%. Os economistas do setor financeiro e das maiores consultorias tinham raz\u00f5es muito fortes para apostar em um n\u00famero baixo. Os dados sobre ind\u00fastria, varejo e servi\u00e7os divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) foram piores que os de junho.<\/p>\n<p>Publicado mensalmente, o IBC-Br \u00e9 considerado uma pr\u00e9via do Produto Interno Bruto (PIB), atualizado de tr\u00eas em tr\u00eas meses pelo IBGE. Os dois cen\u00e1rios podem divergir no curto prazo, mas tendem a convergir em per\u00edodos mais longos. Por enquanto, o IBC-Br de julho \u00e9 intrigante. Os n\u00fameros anunciados a cada m\u00eas s\u00e3o publicados sem detalhamento setorial, isto \u00e9, sem discrimina\u00e7\u00e3o dos componentes da oferta e da demanda gerais da economia brasileira.<\/p>\n<p>De toda forma, a surpresa, embora positiva, foi insuficiente para mudar as estimativas do mercado para o terceiro trimestre e para o resultado final do ano, segundo economistas ouvidos na manh\u00e3 de ontem pela reportagem da Ag\u00eancia Estado. Suas proje\u00e7\u00f5es de crescimento em 2018 foram mantidas entre 1,10% e 1,30%.<\/p>\n<p>Esses entrevistados mostraram-se ligeiramente mais pessimistas que v\u00e1rios de seus colegas, como indica a \u00faltima pesquisa Focus, do BC, divulgada tamb\u00e9m na segunda-feira. A mediana das proje\u00e7\u00f5es de aumento do PIB ficou em 1,36%. De toda forma, as estimativas continuaram caindo. Na semana anterior, a mediana havia sido de 1,40%. Quatro semanas antes da pesquisa rec\u00e9m-publicada, foi de 1,49%. Mantida a incerteza pol\u00edtica, as expectativas continuar\u00e3o sombrias, se nenhuma not\u00edcia econ\u00f4mica muito animadora surgir nas pr\u00f3ximas semanas. N\u00e3o h\u00e1 sinal, por enquanto, dessa boa novidade.<\/p>\n<p>Mas a novidade positiva do IBC-Br fica um tanto dilu\u00edda, e at\u00e9 menos conflitante com os dados j\u00e1 conhecidos, quando se examinam alguns detalhes do quadro relativo a julho. Na s\u00e9rie com ajuste sazonal, o n\u00edvel m\u00e9dio de atividade no trimestre m\u00f3vel encerrado em julho foi 0,76% menor que o dos tr\u00eas meses imediatamente anteriores. A rea\u00e7\u00e3o ocorrida depois do desastroso m\u00eas de maio, quando houve o bloqueio de estradas, foi insuficiente para o retorno ao n\u00edvel anterior \u00e0 crise do transporte.<\/p>\n<p>Na s\u00e9rie sem ajuste, a m\u00e9dia trimestral foi 0,56% superior \u00e0 de um ano antes. O desempenho acumulado em 2018 foi 1,19% melhor que o de janeiro a julho de 2017. Em 12 meses houve crescimento de 1,46%. Estes \u00faltimos n\u00fameros, embora sejam positivos e confirmem a tend\u00eancia de resultados melhores que os de um ano antes, tamb\u00e9m apontam a continua\u00e7\u00e3o de um quadro de baixo dinamismo.<\/p>\n<p>Esse desempenho med\u00edocre, ou abaixo de med\u00edocre, fica mais evidente quando comparado com os dados de outros pa\u00edses. No segundo trimestre, o PIB brasileiro, segundo o IBGE, foi 1% maior que o de um ano antes. No Grupo dos 20 (G-20), o avan\u00e7o ficou em m\u00e9dia em 3,9%. Na \u00c1frica do Sul o resultado foi pior que o do Brasil, com ganho de 0,5% indicado pela compara\u00e7\u00e3o interanual. Os demais pa\u00edses tiveram evolu\u00e7\u00e3o bem mais favor\u00e1vel que a brasileira. Na Coreia, o confronto mostrou crescimento de 2,8%. Nos Estados Unidos, de 2,9%. Na Uni\u00e3o Europeia, de 2,15%. Na Indon\u00e9sia, de 5,2%. Na Turquia, apesar de sua vulnerabilidade externa, de 5,5%. Na China, de 6,7%. Na \u00cdndia, de 8%.<\/p>\n<p>O baixo dinamismo brasileiro \u00e9 em parte explic\u00e1vel pela inseguran\u00e7a diante do quadro eleitoral. Mas o emperramento decorre tamb\u00e9m de persistentes erros de pol\u00edtica econ\u00f4mica. Baixo investimento, prioridades mal escolhidas e muito desperd\u00edcio diminu\u00edram o potencial de crescimento. Tudo poder\u00e1 ainda piorar se o populismo vencer em outubro.<\/p>\n<p><strong>Fonte: <\/strong>ESTAD\u00c3O<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O \u00cdndice de Atividade Econ\u00f4mica do BC (IBC-Br) de julho foi 0,57% superior ao de junho. 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