{"id":6494,"date":"2018-10-17T10:00:52","date_gmt":"2018-10-17T13:00:52","guid":{"rendered":"http:\/\/bbconsultoria.net\/site\/?p=6494"},"modified":"2019-01-08T12:44:28","modified_gmt":"2019-01-08T14:44:28","slug":"promessas-nao-reativam-obras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bbconsultoria.net\/site\/promessas-nao-reativam-obras\/","title":{"rendered":"Promessas n\u00e3o reativam obras"},"content":{"rendered":"<h3>\u00c9 hora de largar a ret\u00f3rica e passar aos fatos e aos n\u00fameros<\/h3>\n<p>Os dois candidatos \u00e0 Presid\u00eancia prometem reativar obras paradas para criar empregos a curto prazo, um objetivo especialmente importante num pa\u00eds com mais de 12 milh\u00f5es de desocupados. Esse parece um bom come\u00e7o para um programa de reanima\u00e7\u00e3o da economia. Mas cumprir a promessa pode ser muito mais trabalhoso do que indicam os discursos de campanha. O novo presidente vai encontrar o Tesouro Nacional em muito mau estado e com pouqu\u00edssimo dinheiro para investir. Al\u00e9m disso, ter\u00e1 de ser muito cauteloso para evitar um estouro do d\u00e9ficit prim\u00e1rio, por enquanto limitado legalmente a R$ 139 bilh\u00f5es. Mas falta de recursos para investimento \u00e9 s\u00f3 parte do problema. Ser\u00e1 preciso conhecer de forma detalhada o quadro das obras interrompidas.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 indispens\u00e1vel saber a causa da interrup\u00e7\u00e3o, como foi a execu\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria, quanto falta construir, quanto custar\u00e1 retomar os trabalhos e &#8211; por que n\u00e3o? &#8211; se a retomada vale a pena. Al\u00e9m disso, ser\u00e1 essencial conhecer a condi\u00e7\u00e3o financeira e a situa\u00e7\u00e3o legal da empreiteira envolvida no projeto.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio constru\u00eddo com dados oficiais e com levantamentos privados \u00e9 muito complicado, mas exp\u00f5e s\u00f3 parcialmente o desastre dos planos elaborados pelo setor p\u00fablico no per\u00edodo petista. Falta de dinheiro explica a interrup\u00e7\u00e3o de 294 obras do Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC), segundo o Minist\u00e9rio do Planejamento. Essa \u00e9, de acordo com o Minist\u00e9rio, a causa principal das paralisa\u00e7\u00f5es. O custo dessas obras foi projetado em R$ 62,9 bilh\u00f5es e parte desse valor foi desembolsada, como mostrou o Estado. A segunda maior causa apontada &#8211; falhas t\u00e9cnicas &#8211; afeta 1.359 obras, estimadas em R$ 25,5 bilh\u00f5es. M\u00e1 elabora\u00e7\u00e3o de projetos \u00e9 um dos problemas.<\/p>\n<p>Mas o quadro das paralisa\u00e7\u00f5es \u00e9 bem pior. Um levantamento encomendado pela C\u00e2mara Brasileira da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o indicou 7.400 obras de responsabilidade federal paralisadas, como noticiou o Estado em 2017.<\/p>\n<p>Esse balan\u00e7o pode ainda ser incompleto, mas d\u00e1 uma ideia, j\u00e1 muito assustadora, do enorme desperd\u00edcio de dinheiro, de tempo e de oportunidades produzido pelos desmandos e pela incompet\u00eancia das administra\u00e7\u00f5es petistas. O PT, como j\u00e1 foi comprovado muitas vezes, assumiu a Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, em 2003, com um projeto de poder e nenhum projeto efetivo de governo. Houve uma encena\u00e7\u00e3o de responsabilidade fiscal e monet\u00e1ria no primeiro mandato do presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva. Erros e desmandos foram cometidos por tr\u00e1s da cena, j\u00e1 nos quatro anos iniciais, e tornaram-se mais escancarados a partir de 2007 e, em seguida, na gest\u00e3o da presidente Dilma Rousseff.<\/p>\n<p>Seria dif\u00edcil apontar, na hist\u00f3ria do Brasil, outro per\u00edodo caracterizado por planos, programas e projetos marcados t\u00e3o fortemente pelo desperd\u00edcio, pelas falhas or\u00e7ament\u00e1rias, pela revis\u00e3o de custos, pelos sobrepre\u00e7os e pelo interc\u00e2mbio de favores com grandes grupos favoritos da corte.<\/p>\n<p>Bilh\u00f5es foram mal empregados no Pa\u00eds e tamb\u00e9m no financiamento de obras no exterior, especialmente em apoio a governos com afinidades ideol\u00f3gicas. A custosa e mal planejada Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, \u00e9 um exemplo de perdas bilion\u00e1rias vinculadas a afinidades desse tipo &#8211; nesse caso, com o bolivarianismo do coronel Hugo Ch\u00e1vez.<\/p>\n<p>Que obras valer\u00e1 a pena retomar? Qual a ordem de retomada, no caso das mais promissoras? Como envolver o setor privado nesse trabalho? Esta \u00faltima quest\u00e3o \u00e9 inevit\u00e1vel, em vista da p\u00e9ssima situa\u00e7\u00e3o financeira do setor p\u00fablico.<\/p>\n<p>O presidente eleito dever\u00e1 estar pronto para essas quest\u00f5es. O atual governo dever\u00e1 colaborar, fornecendo as informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias a um programa de reativa\u00e7\u00e3o de obras e de mobiliza\u00e7\u00e3o de recursos financeiros e administrativos. A nova equipe ter\u00e1 de ser capaz de oferecer perspectivas claras ao setor privado e de atrair grupos empresariais para a parceria inicial. Nenhum candidato se mostrou preparado para conversar seriamente sobre como impulsionar a economia. \u00c9 hora de largar a ret\u00f3rica e passar aos fatos e aos n\u00fameros.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong> ESTAD\u00c3O<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 hora de largar a ret\u00f3rica e passar aos fatos e aos n\u00fameros Os dois candidatos \u00e0 Presid\u00eancia prometem reativar obras paradas para criar empregos a curto prazo, um objetivo especialmente importante num pa\u00eds com mais de 12 milh\u00f5es de desocupados. Esse parece um bom come\u00e7o para um programa de reanima\u00e7\u00e3o da economia. 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