{"id":6404,"date":"2018-10-31T15:33:15","date_gmt":"2018-10-31T17:33:15","guid":{"rendered":"http:\/\/bbconsultoria.net\/site\/?p=6404"},"modified":"2018-12-10T22:35:04","modified_gmt":"2018-12-11T00:35:04","slug":"saiba-quais-sao-os-pros-e-os-contras-da-equipe-enxuta-de-bolsonaro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bbconsultoria.net\/site\/saiba-quais-sao-os-pros-e-os-contras-da-equipe-enxuta-de-bolsonaro\/","title":{"rendered":"Saiba quais s\u00e3o os pr\u00f3s e os contras da equipe enxuta de Bolsonaro"},"content":{"rendered":"<h3>Reuni\u00e3o no Rio de Janeiro come\u00e7a a redesenhar a Esplanada para o mandato de Jair Bolsonaro. Uni\u00e3o de tr\u00eas pastas sob o guarda-chuva do Minist\u00e9rio da Economia e a fus\u00e3o do Meio Ambiente com a Agricultura foram alguns assuntos do encontro<\/h3>\n<p>O novo governo come\u00e7a a tomar forma. Em uma reuni\u00e3o ontem (30\/10) pela manh\u00e3, no Rio de Janeiro, com o presidente eleito, Jair Bolsonaro, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), futuro ministro da Casa Civil, e Paulo Guedes, futuro respons\u00e1vel pela \u00e1rea econ\u00f4mica, foram anunciadas fus\u00f5es de pastas e a redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de minist\u00e9rios para 15 ou 16. Fazenda, Planejamento e Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio Exterior e Servi\u00e7os ficar\u00e3o reunidos no Minist\u00e9rio da Economia, sob o comando de Guedes. O Minist\u00e9rio do Meio Ambiente ser\u00e1 incorporado pelo Minist\u00e9rio da Agricultura. Para a pasta da Ci\u00eancia e Tecnologia, foi anunciado o astronauta e militar reformado da Aeron\u00e1utica Marcos Pontes<\/p>\n<p>\u201cA raz\u00e3o de a Ind\u00fastria e o Com\u00e9rcio estarem pr\u00f3ximos da Economia \u00e9 justamente para existir a mesma orienta\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica em tudo isso. N\u00e3o adianta a turma da Receita ir baixando impostos devagar, se a turma da Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio abrir tudo r\u00e1pido. Isso tudo tem de ser sincronizado. Uma orienta\u00e7\u00e3o \u00fanica\u201d, disse Guedes.<\/p>\n<h4>Continua depois da publicidade<\/h4>\n<p>A fus\u00e3o na \u00e1rea econ\u00f4mica estava prevista no plano de governo do candidato do PSL. Durante a campanha, diante da press\u00e3o de representantes de ind\u00fastrias, o assunto ficou em banho-maria. Houve a promessa de revis\u00e3o. No caso do Meio Ambiente e da Agricultura, tamb\u00e9m houve cr\u00edticas. O temor de ambientalistas \u00e9 de que a fiscaliza\u00e7\u00e3o seja prejudicada e de que o desmatamento cres\u00e7a. V\u00e1rios representantes de entidades de produtores agropecu\u00e1rios tamb\u00e9m acharam a decis\u00e3o negativa, pois temem que tenha impacto na imagem do pa\u00eds e prejudique a exporta\u00e7\u00e3o de produtos.<\/p>\n<p>Ontem, o deputado Lindbergh Faria (PT-RJ) criticou a medida. \u201cEssa fus\u00e3o custar\u00e1 nossas florestas e todos os avan\u00e7os que conquistamos nos \u00faltimos governos. Voltaremos aos tempos que a prote\u00e7\u00e3o ambiental era vendida por alguns trocados\u201d, discursou. Essa \u00e9 a opini\u00e3o de boa parte da oposi\u00e7\u00e3o ao novo governo.<\/p>\n<h4>Fus\u00f5es<\/h4>\n<p>Para o economista-chefe da Opus Investimentos, Jos\u00e9 M\u00e1rcio Camargo, a fus\u00e3o na \u00e1rea econ\u00f4mica pode ser boa ou ruim. \u201cDepende da forma como for feita. Se for para diminuir a burocracia, \u00e9 algo positivo. Se forem mantidas estruturas redundantes, \u00e9 ruim\u201d, explicou. No caso da jun\u00e7\u00e3o Meio Ambiente com a Agricultura, ele disse que a solu\u00e7\u00e3o n\u00e3o parece a mais adequada. \u201cMeio Ambiente \u00e9 mais do que agricultura, inclui muita coisa urbana, polui\u00e7\u00e3o. Essa \u00e1rea seria mais afeita \u00e0 Ci\u00eancia e Tecnologia, por exemplo.\u201d<\/p>\n<p>O economista Carlos Eduardo de Freitas, ex-diretor do Banco Central (BC), acha a decis\u00e3o de fus\u00e3o da Fazenda com o Planejamento ruim. \u201cN\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio um czar da economia. O presidente precisa ter opini\u00f5es diferentes, como no caso de um diagn\u00f3stico m\u00e9dico. Em vez de fazer essa jun\u00e7\u00e3o, seria necess\u00e1rio, ao contr\u00e1rio, criar um conselho de economistas para assessor o presidente, com nomes de peso: ex-presidentes do BC, ex-ministros da Fazenda\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Freitas j\u00e1 trabalhou na vers\u00e3o anterior do Minist\u00e9rio da Economia, em que a titular era Z\u00e9lia Cardoso de Mello, na \u00e9poca de Fernando Collor. No governo do sucessor, Itamar Franco, a fus\u00e3o foi desfeita. \u201cSer\u00e1 desfeita de novo. Est\u00e3o juntando para separar depois\u201d, acredita. Freitas disse que a ideia de reunir pastas \u00e9 saud\u00e1vel, mas deve se aplicar a \u00e1reas menos relevantes.<\/p>\n<p>Guedes disse tamb\u00e9m que pretende manter o presidente do BC, Ilan Goldfajn, mas que isso depende da anu\u00eancia dele. Falou, ainda, da proposta de autonomia do BC, que pode ser votada j\u00e1 no pr\u00f3ximo m\u00eas. De acordo com essa proposta, os pr\u00f3ximos presidentes e diretores da institui\u00e7\u00e3o ter\u00e3o mandato fixo. Para o futuro comandante da economia, isso poder\u00e1 trazer menor incerteza e instabilidade.<\/p>\n<p>Freitas tamb\u00e9m criticou a proposta. \u201cNo Brasil, a atua\u00e7\u00e3o do BC depende muito da pol\u00edtica fiscal, a cargo do governo. O presidente da autoridade monet\u00e1ria n\u00e3o pode ser ref\u00e9m\u201d, alertou. Um dos riscos, disse, \u00e9 cair em uma situa\u00e7\u00e3o de domin\u00e2ncia fiscal, em que, pelo excessivo endividamento p\u00fablico, a alta de juros pode piorar a confian\u00e7a do mercado quanto \u00e0 queda da infla\u00e7\u00e3o, efeito contr\u00e1rio ao esperado. \u201cOutro risco \u00e9 o presidente do BC se apaixonar pela pr\u00f3pria atua\u00e7\u00e3o, o que j\u00e1 ocorreu no passado.\u201d<\/p>\n<h4>Previd\u00eancia<\/h4>\n<h4>Continua depois da publicidade<\/h4>\n<p>Outro item tratado por Guedes ontem e que tem repercutido no Congresso Nacional \u00e9 a reforma da Previd\u00eancia. O futuro ministro quer que a proposta em discuss\u00e3o na C\u00e2mara, arquivada por falta de apoio, seja retomada ainda neste ano. Camargo, da Opus, acha a ideia positiva. \u201cS\u00e3o R$ 600 bilh\u00f5es de redu\u00e7\u00e3o de despesas em 10 anos. Quanto mais r\u00e1pido se resolver isso, melhor.\u201d<\/p>\n<p>Segundo ele, \u00e9 poss\u00edvel melhorar a proposta atual, reduzindo privil\u00e9gios de funcion\u00e1rios p\u00fablicos, como a paridade e a integralidade da aposentadoria em rela\u00e7\u00e3o ao sal\u00e1rio da ativa. Isso vale para servidores que entraram antes da vig\u00eancia do Funpresp, o fundo previdenci\u00e1rio do funcionalismo p\u00fablico. No pr\u00f3ximo ano, o governo enviaria um novo projeto, mas apenas para quem ainda n\u00e3o entrou no mercado de trabalho. Seria um sistema de capitaliza\u00e7\u00e3o, em que os benef\u00edcios viriam a partir de contribui\u00e7\u00f5es a contas individuais.<\/p>\n<p>O economista Carlos Eduardo de Freitas critica a iniciativa de votar a Previd\u00eancia j\u00e1. \u201cSeria importante debater mais a proposta. N\u00e3o tivemos acesso ainda a planilhas com receitas e despesas\u201d, afirmou ele, que escolheu Bolsonaro para presidente e disse se sentir frustrado com essas iniciativas. \u201cN\u00e3o votei em um Temer 2\u201d, compara.<\/p>\n<p>Os parlamentares tamb\u00e9m est\u00e3o descrentes dessa possibilidade. At\u00e9 defensores da proposta afirmam que n\u00e3o h\u00e1 clima para desengavetar o projeto este ano. Ontem, o presidente da C\u00e2mara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que seria precipitado dizer que d\u00e1 para votar o projeto nos pr\u00f3ximos dois meses. \u201cFalar quando vai ser votada seria um pouco de precipita\u00e7\u00e3o. Eu acho que a Previd\u00eancia \u00e9 urgente. Mas entre o que eu acho e o que n\u00f3s temos condi\u00e7\u00e3o de aprovar h\u00e1 um caminho muito longo\u201d, disse o parlamentar. \u201cN\u00e3o sei que condi\u00e7\u00f5es teremos ou n\u00e3o de avan\u00e7ar nesse ou em outro tema nos pr\u00f3ximos dois meses\u201d, explicou.<\/p>\n<h4>Castello Branco na Petrobras<\/h4>\n<p>O professor da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV) Roberto Castello Branco \u00e9 o nome mais cotado para comandar a Petrobras. A indica\u00e7\u00e3o foi discutida em reuni\u00e3o da equipe do presidente eleito Jair Bolsonaro na casa do empres\u00e1rio Paulo Marinho, no Rio de Janeiro. Castello Branco foi membro do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o e do Comit\u00ea de Auditoria da estatal entre 2015 e 2016, quando Gra\u00e7a Foster era a principal executiva da companhia e Dilma Rousseff presidente da Rep\u00fablica. Ele foi tamb\u00e9m diretor de Normas e Mercado de Capitais do Banco Central (BC) em 1985, no governo de Jos\u00e9 Sarney, e, mais tarde, entre 1999 e 2014, foi diretor da Vale.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong> CORREIO BRAZILIENSE<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reuni\u00e3o no Rio de Janeiro come\u00e7a a redesenhar a Esplanada para o mandato de Jair Bolsonaro. Uni\u00e3o de tr\u00eas pastas sob o guarda-chuva do Minist\u00e9rio da Economia e a fus\u00e3o do Meio Ambiente com a Agricultura foram alguns assuntos do encontro O novo governo come\u00e7a a tomar forma. 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