{"id":6285,"date":"2018-10-03T20:12:10","date_gmt":"2018-10-03T17:12:10","guid":{"rendered":"http:\/\/bbconsultoria.net\/site\/?p=6285"},"modified":"2018-10-04T20:12:36","modified_gmt":"2018-10-04T17:12:36","slug":"bolsonaro-volta-a-ser-o-favorito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bbconsultoria.net\/site\/bolsonaro-volta-a-ser-o-favorito\/","title":{"rendered":"Bolsonaro volta a ser o favorito"},"content":{"rendered":"<p><strong>Fonte:<\/strong> G1<\/p>\n<p>Ele foi o \u00fanico a crescer em todos os segmentos do eleitorado, mesmo nos redutos do lulismo \u2013 enquanto a rejei\u00e7\u00e3o a Haddad disparou<\/p>\n<p>As \u00faltimas rodadas das pesquisas Ibope e Datafolha devolveram a Jair Bolsonaro a posi\u00e7\u00e3o de franco favorito nas elei\u00e7\u00f5es do pr\u00f3ximo domingo.<\/p>\n<p>De todos os candidatos competitivos, ele foi o \u00fanico a registrar alta consistente em todos os segmentos do eleitorado, em especial nos tradicionais redutos do lulismo. Conseguiu, com isso, estancar o movimento de ascens\u00e3o do petista Fernando Haddad.<\/p>\n<p>De acordo com o Datafolha, Bolsonaro conquistou algo como 5,6 milh\u00f5es de votos desde o \u00faltimo fim de semana, em todos os n\u00edveis de escolaridade: 2 milh\u00f5es no fundamental, 2,3 milh\u00f5es no m\u00e9dio e 1,3 milh\u00f5es no superior. Nenhum outro candidato competitivo subiu nessas tr\u00eas camadas.<\/p>\n<p>Embora Bolsonaro ainda enfrente a maior rejei\u00e7\u00e3o \u2013 45%, segundo o Datafolha; 44%, segundo o Ibope \u2013, ela se mant\u00e9m estagnada. Haddad, ao contr\u00e1rio, passou a ser rejeitado por parcelas mais expressivas do eleitorado em v\u00e1rios segmentos.<\/p>\n<p>Desde 1989, dos candidatos \u00e0 Presid\u00eancia em primeiro ou segundo lugar \u00e0s v\u00e9speras do primeiro turno, Haddad passou a ser o segundo mais rejeitado, atr\u00e1s apenas de Bolsonaro. Sua taxa de rejei\u00e7\u00e3o no Datafolha, 41%, superou a de Lula em 1994 (40%) e quase alcan\u00e7a a de Brizola em 1989 (42%).<\/p>\n<p>Tanto Ibope quanto Datafolha revelam o mesmo quadro. No Datafolha, Bolsonaro subiu 4 pontos (de 28% a 32%). No Ibope, tamb\u00e9m 4 pontos (de 27% a 31%). Haddad estagnou no Ibope em 21% e caiu 1 ponto no Datafolha (de 22% a 21%).<\/p>\n<p>Em todos os redutos cativos do lulismo \u2013 mais pobres, menos instru\u00eddos e nordestinos \u2013 Haddad se manteve estagnado, enquanto Bolsonaro cresceu. No Datafolha, 3 pontos entre quem tem ensino fundamental (de 18% a 21%), 3 pontos entre quem tem renda at\u00e9 2 sal\u00e1rios m\u00ednimos (de 18% para 21%) e 4 pontos no Nordeste (de 16% para 20%), onde Haddad caiu de 38% para 36%.<\/p>\n<p>No Ibope, Bolsonaro subiu 2 pontos entre quem tem at\u00e9 quarta s\u00e9rie do ensino fundamental (de 17% para 19%) e 6 pontos entre quem tem renda at\u00e9 1 sal\u00e1rio m\u00ednimo (de 13% para 19%), fatia em que Haddad caiu de 28% para 26%.<\/p>\n<p>No camadas que caracterizam a \u201cnova classe m\u00e9dia\u201d, parcela da sociedade que ascendeu com Lula e sofreu as consequ\u00eancias desastrosas do governo Dilma Rousseff, Bolsonaro disparou na lideran\u00e7a. O Datafolha registrou alta de 5 pontos para renda de 2 a 5 sal\u00e1rios m\u00ednimos (de 34% para 39%) e de 7 pontos para renda de 5 a 10 (de 44% para 51%). Nesta \u00faltima faixa, Haddad caiu de 16% a 12%.<\/p>\n<p>Por fim, Haddad perdeu a lideran\u00e7a at\u00e9 entre as mulheres, protagonistas dos protestos contra Bolsonaro no \u00faltimo fim de semana. Caiu de 22% para 20%, enquanto Bolsonaro subiu de 21% a 27%. A rejei\u00e7\u00e3o ao capit\u00e3o da reserva no p\u00fablico feminino ainda \u00e9 alta, mas encolheu de 52% para 49%, enquanto a rejei\u00e7\u00e3o a Haddad foi de 26% a 36%. Entre os homens, onde ambos eram igualmente rejeitados, a recusa a votar em Haddad descolou e foi de 40% a 47%.<\/p>\n<p>Claro que n\u00e3o d\u00e1 para atribuir a alta de Bolsonaro no p\u00fablico feminino ao rep\u00fadio ao movimento #EleN\u00e3o. Eventos simult\u00e2neos n\u00e3o t\u00eam necessariamente uma rela\u00e7\u00e3o de causa e efeito. Mas esse \u00e9 um tema que merece ser investigado.<\/p>\n<p>Como escrevi anteontem, o motor da campanha de Donald Trump nos Estados Unidos foi a repulsa ao discurso tido como \u201cpoliticamente correto\u201d, alimentada pela campanha de sua rival Hillary Clinton, concentrada em temas culturais e na defesa de minorias. N\u00e3o \u00e9 um absurdo imaginar um fen\u00f4meno parecido por aqui, ao menos nas camadas intermedi\u00e1ria e superior da sociedade.<\/p>\n<p>A alta rejei\u00e7\u00e3o a Haddad se manifesta em especial na fatia intermedi\u00e1ria da classe m\u00e9dia, aqueles a quem o PT prometeu acesso a bens de consumo, viagens de avi\u00e3o e cursos universit\u00e1rios na Era Lula e n\u00e3o entregou nos anos do governo Dilma. A frustra\u00e7\u00e3o e o ressentimento contra o PT dispararam nas faixas que representam essa camada.<\/p>\n<p>Na que re\u00fane eleitores com n\u00edvel m\u00e9dio de escolaridade, a rejei\u00e7\u00e3o a Haddad foi de 33% a 42% e quase alcan\u00e7a a de Bolsonaro (44%). Entre aqueles cuja renda familiar vai de 2 a 5 sal\u00e1rios m\u00ednimos, Haddad agora supera Bolsonaro em rejei\u00e7\u00e3o. Entre aqueles com renda de 5 a 10 sal\u00e1rios, a dist\u00e2ncia entre a rejei\u00e7\u00e3o de ambos foi multiplicada por dez, de 3 para 30 pontos.<\/p>\n<p>Mesmo em redutos do lulismo, onde Haddad ainda \u00e9 l\u00edder, subiu a rejei\u00e7\u00e3o a ele. No Nordeste, segundo o Datafolha, foi de 21% a 26%, enquanto Bolsonaro registrou queda de 61% para 56%. Na parcela com n\u00edvel fundamental de instru\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m foi de 21% a 26%. Na com renda at\u00e9 2 sal\u00e1rios m\u00ednimos, de 22% a 27%,<\/p>\n<p>No Sudeste, a rejei\u00e7\u00e3o a Haddad saltou de 39% a 47%, e ele passou a ser mais rejeitado que Bolsonaro (41%). No Centro-Oeste, onde a rejei\u00e7\u00e3o a ambos subiu, Haddad passou a registrar um \u00edndice ligeiramente pior (44% a 42%). No Sul, onde j\u00e1 estava um pouco acima, a recusa a votar em Haddad disparou, de 37% a 52% (ante 35% para o rival).<\/p>\n<p>Todos esses indicadores alimentam as esperan\u00e7as dos partid\u00e1rios de Bolsonaro de vencer j\u00e1 no primeiro turno. Ser\u00e1 que essa \u00e9 mesmo uma possibilidade real? Tudo depender\u00e1 de fatores como a mobiliza\u00e7\u00e3o no final da campanha, n\u00edveis de absten\u00e7\u00e3o, votos nulos e brancos.<\/p>\n<p>Bolsonaro tem hoje 37% dos votos v\u00e1lidos. Para vencer no primeiro turno, com mais de 50%, as inten\u00e7\u00f5es de voto precisariam subir dos atuais 32% para perto de 43,5%. Levando em conta as taxas hist\u00f3ricas de absten\u00e7\u00e3o, isso equivaleria a conquistar perto de 12,5 milh\u00f5es de novos votos at\u00e9 o dia da elei\u00e7\u00e3o. Desde o final de agosto, ele conquistou algo como 14,7 milh\u00f5es (5,6 milh\u00f5es entre as duas \u00faltimas rodadas). Nada \u00e9 imposs\u00edvel, mas esses n\u00fameros recomendam uma dose de ceticismo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte: G1 Ele foi o \u00fanico a crescer em todos os segmentos do eleitorado, mesmo nos redutos do lulismo \u2013 enquanto a rejei\u00e7\u00e3o a Haddad disparou As \u00faltimas rodadas das pesquisas Ibope e Datafolha devolveram a Jair Bolsonaro a posi\u00e7\u00e3o de franco favorito nas elei\u00e7\u00f5es do pr\u00f3ximo domingo. 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