{"id":6250,"date":"2018-05-17T17:51:19","date_gmt":"2018-05-17T14:51:19","guid":{"rendered":"http:\/\/bbconsultoria.net\/site\/?p=6250"},"modified":"2018-05-24T17:47:20","modified_gmt":"2018-05-24T14:47:20","slug":"no-pib-o-custo-da-incerteza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bbconsultoria.net\/site\/no-pib-o-custo-da-incerteza\/","title":{"rendered":"No PIB, o custo da incerteza"},"content":{"rendered":"<h5><em>O Brasil fechou o primeiro trimestre com a economia bem menos vigorosa que no fim do ano passado. Produ\u00e7\u00e3o e consumo perderam impulso<\/em><\/h5>\n<h5><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-6273 aligncenter\" src=\"http:\/\/bbconsultoria.net\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/pib-de-sao-bernardo-do-campo-e-regiao-cresce-apenas-009-em-5-anos-1.jpg\" alt=\"\" width=\"541\" height=\"361\" srcset=\"https:\/\/bbconsultoria.net\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/pib-de-sao-bernardo-do-campo-e-regiao-cresce-apenas-009-em-5-anos-1.jpg 1000w, https:\/\/bbconsultoria.net\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/pib-de-sao-bernardo-do-campo-e-regiao-cresce-apenas-009-em-5-anos-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/bbconsultoria.net\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/pib-de-sao-bernardo-do-campo-e-regiao-cresce-apenas-009-em-5-anos-1-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 541px) 100vw, 541px\" \/><\/h5>\n<p>O Brasil fechou o primeiro trimestre com a economia bem menos vigorosa que no fim do ano passado. Depois de um ano de firme retomada, produ\u00e7\u00e3o e consumo perderam impulso, travados pela inseguran\u00e7a de consumidores e empres\u00e1rios. O desemprego permanece elevado e os setores industriais mais din\u00e2micos s\u00e3o aqueles mais beneficiados pelo cr\u00e9dito e pela exporta\u00e7\u00e3o. Em mar\u00e7o, o ritmo dos neg\u00f3cios foi 0,74% menor que em fevereiro e 0,66% inferior ao de um ano antes, segundo o \u00cdndice de Atividade Econ\u00f4mica do Banco Central (IBC-Br), pr\u00e9via mensal dos dados do Produto Interno Bruto (PIB) divulgada ontem. A perda de impulso fica mais evidente quando se compara a m\u00e9dia dos primeiros tr\u00eas meses com a do per\u00edodo de outubro a dezembro. O confronto mostra um recuo de 0,13%.<\/p>\n<p>Mas nem tudo \u00e9 negativo. A atividade no primeiro trimestre foi 0,86% superior \u00e0 de janeiro a mar\u00e7o do ano passado, segundo as contas do BC. Al\u00e9m disso, o indicador cresceu 1,05% em 12 meses. N\u00fameros mais animadores foram apresentados na estimativa do PIB da Serasa Experian, divulgada tamb\u00e9m ontem, pouco depois do IBC-Br. Segundo a Serasa, o PIB avan\u00e7ou 0,1% de fevereiro para mar\u00e7o e no primeiro trimestre o resultado foi 0,3% superior ao dos tr\u00eas meses finais de 2017. Nesse quadro, o crescimento em 12 meses chegou a 1,3% \u2013 com pouca diferen\u00e7a, enfim, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 estimativa do BC. Apesar dessa diferen\u00e7a, os economistas da Serasa avaliam o desempenho da economia como inferior \u00e0s suas expectativas.<\/p>\n<p>Coincidem, nesse ponto, com os profissionais do mercado financeiro, do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea) e da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV). Bem antes de publicado o novo IBC-Br, especialistas do setor financeiro e das principais consultorias come\u00e7aram a reduzir as proje\u00e7\u00f5es de crescimento para 2018, como tem mostrado a pesquisa Focus, conduzida semanalmente pelo BC. Na pesquisa divulgada na \u00faltima segunda-feira, a mediana das proje\u00e7\u00f5es do PIB para 2018 foi reduzida para 2,51%. J\u00e1 havia passado de 2,76% quatro semanas antes para 2,70% na semana anterior. As estimativas para 2019 e 2020 foram mantidas em 3% e 2,50% \u2013 de forma um tanto estranha, num momento de tanta incerteza quanto \u00e0 orienta\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do pr\u00f3ximo governo. Essa incerteza se tem refletido, segundo avalia\u00e7\u00f5es correntes, nos mercados de c\u00e2mbio e juros.<\/p>\n<p>A instabilidade nesses mercados \u00e9 em boa parte atribu\u00edda a fatores externos, como o temor de uma alta de juros mais r\u00e1pida nos Estados Unidos. Mas o cen\u00e1rio eleitoral e as d\u00favidas sobre os ajustes e reformas t\u00eam sido tamb\u00e9m apontados como causas de inseguran\u00e7a por analistas e fontes de institui\u00e7\u00f5es financeiras e de importantes consultorias.<\/p>\n<p>Um dia antes de ser divulgada a atualiza\u00e7\u00e3o do IBC-Br, t\u00e9cnicos do Ipea anunciaram a disposi\u00e7\u00e3o de baixar a estimativa do PIB de 2018. A \u00faltima proje\u00e7\u00e3o, publicada em mar\u00e7o, indicou a expectativa de expans\u00e3o econ\u00f4mica de 3% neste ano. Pelo mesmo conjunto de c\u00e1lculos, o PIB do primeiro trimestre deveria ser 1,9% maior que o de janeiro a mar\u00e7o do ano passado e 1% superior ao dos tr\u00eas meses finais de 2017. N\u00e3o se informou, no entanto, como ficar\u00e1 a nova proje\u00e7\u00e3o de crescimento para 2018.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m na ter\u00e7a-feira a FGV informou o recuo de seu Indicador Antecedente Composto da Economia, em abril, depois de nove meses de alta. O recuo de 0,8% foi determinado pela queda de cinco dos oito componentes do indicador, formado por dados financeiros e \u00edndices de produ\u00e7\u00e3o de bens dur\u00e1veis, exporta\u00e7\u00e3o, termos de troca e expectativas. Tamb\u00e9m declinou o Indicador Coincidente Composto, referente \u00e0s condi\u00e7\u00f5es atuais. A baixa, nesse caso, foi de 0,2%.<\/p>\n<p>A piora das proje\u00e7\u00f5es tem refletido o menor dinamismo observado no consumo e na maior parte da ind\u00fastria. O balan\u00e7o oficial do primeiro trimestre deve ser conhecido no dia 30, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) dever\u00e1 divulgar o PIB. Ent\u00e3o haver\u00e1 uma nova base para reavalia\u00e7\u00e3o das perspectivas, um exerc\u00edcio especialmente complicado pela inseguran\u00e7a de um quadro eleitoral enevoado e preocupante.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong> Estad\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil fechou o primeiro trimestre com a economia bem menos vigorosa que no fim do ano passado. Produ\u00e7\u00e3o e consumo perderam impulso O Brasil fechou o primeiro trimestre com a economia bem menos vigorosa que no fim do ano passado. 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